Domingo, Novembro 29, 2009

O Pafúncio apoia a PAGAN na causa anti-guerra, anti-NATO


Afinal quem é favorável à guerra? Ninguém é a favor da guerra!

A PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO convida os autores de blogues a visitar o nosso blogue, a fim de conhecerem os objectivos anti-militaristas que movem esta plataforma e a tomarem parte activa nesta campanha, integrando e participando nas acções desenvolvidas.

Caso estejam de acordo com esta causa anti-militarista, podem enviar o vosso contacto e o vosso acordo para o nosso mail

antinatoportugal@gmail.com

ou deixando um comentário neste post com o link do blogue apoiante.

O blogue ANTI-GUERRA, ANTI-NATO passa então a integrar um link para o vosso blogue e este poderá exibir o logo da PAGAN e o nosso link no banner.

Os objectivos programáticos e plano de actividades — serão discutidos na nossa próxima Assembleia, na qual vos convidamos desde já a participar (por favor deixem um comentário caso tenham interesse em estar presentes):

Assembleia PAGAN
1º de Dezembro 2009, com início às 15 h. no Ateneu Libertário de Lisboa,
R. do Salitre, 139 1º Lisboa

Metro: Rato ou Avenida

Saudações anti-militaristas,

PAGAN – Blogue ANTI-GUERRA, ANTINATO

(para mais informações: Contacto: 967636341)


Terça-feira, Novembro 03, 2009

Ser ou não ser Gripe A, eis a questão que parece pouco importar


Imagem daqui

Tenho o meu filho em casa com gripe. Não sei que gripe ele tem porque a coisa se passou assim, como vou contar para que não se possa pensar que o plano de contingência está a ser bem sucedido, como querem fazer crer.
Ontem, logo de manhã comecei a ouvir no rádio que a pandemia está a chegar às escolas. Que uma escola lá para o Norte teve não sei quantos casos e um senhor do Ministério da Saúde justificando que tal surto se deve à proximidade da Galiza e ao surto que para lá houve nos últimos dias.
Passado pouco ligaram da escola para ir buscar o meu filho que estava na sala de isolamento com dores de cabeça, tosse, tonturas e 37,8º de febre.
Chegada lá fiquei a saber que já desde 6ª. feira que há conhecimento de casos de Gripe A na escola: 4 casos confirmados, inclusive uma professora, e 14 alunos mandados para casa. Mas o que mais me espantou foi saber que as escolas têm indicações do Ministério de Saúde para só encerrarem se chegarem aos 50% dos alunos contaminados!
Levei de imediato o meu filho ao centro médico mas a médica de família nem sequer veio cá abaixo ver o caso, mandou uma outra médica que o auscultou e disse que não havia complicações respiratórias. Nessa altura a febre já ia pelos 38, 8º. Passou o Benuron e mandou para casa vigiar e que já não se está a fazer a análise para saber se é gripe A ou não! Entretanto a médica tanto tinha a máscara posta como não e quando lhe perguntei se eu precisava de colocar uma disse-me que não valia a pena! Os médicos são mesmo bons é a tirar o rabo fora da seringa, não vá alguma coisa correr para o torto e comprometer-lhes o desempenho...
Durante a noite a febre atingiu os 39,8º, mas ele dormiu bem e hoje está um pouco melhor.
Agora pergunto eu: é assim que o Ministério da Saúde vai dar resposta a uma suposta pandemia? Como vai poder saber quantos casos houve realmente, se deixou de fazer a análise? Será esta uma forma de poder manipular os números como lhe der mais jeito? Não se vai poder dizer ao certo se houve pandemia de gripe A, nem se não houve.
Entretanto a linha Saúde 24 vai continuando a dar indicações através de gravações kafkianas que fazem certamente a maior parte das pessoas desistir a meio. E o telefone do centro médico está constantemente impedido. O método parece ser: levem as vossas crianças para casa e tratem delas que nós vamos continuando a apregoar o sucesso dos nossos métodos de controlo da Gripe A. De vez em quando corre mal e lá morre alguém. Mas reparem que os casos de morte por Gripe A nunca são realmente por esse motivo: há sempre um ataque de coração, uma outra doença qualquer, o que me faz cada vez mais pensar que esta gripe, apesar de ter possibilidades de ser muito lucrativa para alguns, não passa de uma gripe normal que se propaga facilmente por não serem criadas condições para não se propagar, além do carnaval da lavagem das mãos e do gel alcoólico, das catadupas de medidas e de recomendações que as escolas fingem tomar e das quais já se está provando que não servem para absolutamente nada! Estamos bem entregues!

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Estudos Bíblicos: Análise de um excerto de S. Lucas


Baixar a Bíblia em MP3



Ora vejamos:

Se eu quisesse começar hoje a ler a Bíblia, provavelmente fazia uma busca no Goggle e constatava que o texto bíblico não é a primeira coisa que se encontra, mas sim coisas que se dizem sobre o texto bíblico. A tramóia começou logo no tempo de Jesus. Assim que ele se finou começaram outros a dizer o que ele tinha dito. Mas a mim, já que estou longe de poder aceder à palavra de Jesus, quanto mais de Deus, interessa-me mais ler o chamado texto A e de preferência sem consulta prévia dos textos B, que esses já vêm viciados.. Prefiro aqueles textos de que muito se fala mas que poucos se lêem. Por isso procurei seguir o rasto de o que o verdadeiro cristão dos tempos modernos encontra na Net se quiser ler a Bíblia. Esta é a leitura recomendada para o dia de hoje aqui.


(Versão: Português: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada)


Lucas 3:1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene,


[Tudo boa gente: Tibério, Pilatos, Herodes e outros Caifás da mesma estirpe, instalados no poder há anos]


Lucas 3:2 sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.


[o jovem foi passear ao deserto e veio de lá com a palavra de Deus. Pois claro: esteve a pensar pela sua cabeça longe daqueles maus agouros]


Lucas 3:3 Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados,


[ele pensou e viu que estava rodeado de tarados, traidores e ladrões, como nós agora quando nos pomos a pensar nestas coisas. Agora imaginem no deserto...]


Lucas 3:4 conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.


[o rapaz que ainda era verde veio de lá cheio de bons pensamentos e queria endireitá-los, pô-los no bom caminho]


Lucas 3:5 Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados;


[queria o bom do rapaz corrigir a arquitectura divina, rectificar e aplanar, ou, em sentido figurado: exercer a justiça para endireitar todos aqueles malandros seus contemporâneos. Oh como o compreendo…]


Lucas 3:6 e toda carne verá a salvação de Deus


[de repente dá-lhe a fome e lembra-se de dizer esta, ainda inspirado pelo sol quente do deserto]


Lucas 3:7 Dizia ele, pois, às multidões que saíam para serem batizadas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?


[Entretanto as multidões com medo que a conversa fosse com elas, toca de se baptizar já que assim lhes era prometida a salvação. Mas ele não ficou contente: as multidões que apanhassem com a próxima ira divina, pois também elas eram uma cambada de víboras pecadoras. Sim, a conversa também era com elas!]


Lucas 3:8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.


[Dizia-lhes: julgam que lhes basta baptizarem-se? Arrependam-se que é muito bonito e não comecem para aí ó pai ó pai porque vocês não passam de uns calhaus com olhos]


Lucas 3:9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo


[Já naquela altura o puto andava preocupado com o corte de árvores. Mas como davam para atear o fogo e no deserto à noite fazia frio, fogo com elas. Mas se virmos bem o tipo também já tinha o bichinho do autoritarismo: não dá frutos, abate-se!]


Lucas 3:10 Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer?


[Mas ele até tinha alguma razão, como se vê pela pergunta das multidões. Espera aí, grande tanga: como pode uma multidão interrogar? Ah! Já sei: já vi uma a perguntar porque é que a ministra ainda não se foi embora. Mas a multidão pelos vistos sozinha nunca sabe muito bem o que há-de fazer. Já todos se tinham baptizado. Que mais haviam eles de fazer?

O versículo recomendado acabava assim, narrativa em aberto]


No final pensei: mas afinal havia ou não mais do que uma interpretação? Este episódio é edificante? Se eu tivesse que o ensinar aos meus filhos o que lhes diria? Que relações poderia eu fazer para lhes explicar, para eles poderem entender? O que dirão aos filhos dos outros nas catequeses? Como se pode dar a volta a este texto? Que função teria ele no momento em que foi produzido? Para que tipo de sociedade a Bíblia foi escrita? Serão os seus ensinamentos mais preciosos os humanos? Que Deus é este cujo seu próprio criador o teme? Poderá um Deus produzido pela imaginação humana ser um Deus perfeito? Por que tantos se tornaram adoradores desse Deus implacável, personagem de um livro tornado sagrado por uma Igreja historicamente pecadora?



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